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sábado, 23 de abril de 2011
Trabalhadores de Fukushima são expostos a altos índices de radiação Trinta funcionários registraram níveis superiores ao permitido; Tepco promete assistência
Os vazamentos dos reatores de Fukushima já conseguiram ser estabilizados, mas alguns espaços internos da usina, que foram danificados pelo terremoto e pela tsunami, continuam com altos índices radiação, impossibilitando a entrada de funcionários.
Algumas centenas de trabalhadores efetuaram com dificuldades seus trabalhos em turnos rotativos na usina desde que aconteceu o desastre. A maioria deles são empregados da Tepco ou de empresas afiliadas e possuem idade mediana.
A tsunami avariou o fornecimento elétrico e os sistemas de refrigeração da usina nuclear. Os trabalhadores tiveram dificuldades para conter o vazamento de material radioativo. A empresa responsável por Fukushima afirma que poderá levar um ano inteiro para que retomem o controle total da usina.
O porta-voz da Tepco, Junichi Matsumoto, afirmou que os administradores receberam a instrução de prestarem muita atenção aos funcionários que cheguem perto ao limite de radiação tolerado. Algumas medidas a favor dos trabalhadores poderiam incluir: dispensá-los das tarefas mais perigosas, como o registro de resíduos radioativos, e realocá-los para trabalhos internos, como os administrativos.
Nos Estados Unidos, o limite de exposição à radiação é de 50 milisieverts por ano para trabalhadores de indústrias nucleares. Um indivíduo comum absorve seis milisieverts por ano de fontes naturais e artificiais, como os exames de raio X. Segundo estudiosos, está comprovado que doses acumuladas de 500 milisieverts aumentam o perigo de as pessoas desenvolverem câncer
.Postado por Joélcio Pinto em 23.4.11 0 comentários
Marcadores: energia nuclear, Fukushima, Trinta trabalhadores
sábado, 26 de março de 2011
Japão identifica alta radiação no mar Autoridades verificaram um elevado nível de contaminação na água do mar próximo à usina, mais de mil vezes superior ao permitido
Agência Estado
Em um modesto sinal de progresso no complexo nuclear Daiichi, em Fukushima, foi dado início neste sábado a drenagem de poças com elevado nível de radioatividade no prédio da turbina conectado ao reator número 1. Foi iniciada também uma operação para jogar água doce no compartimento de pressão do reator número 2. Ao mesmo tempo, as autoridades verificaram um elevado nível de contaminação na água do mar próximo à usina, mais de mil vezes superior ao permitido.
"Uma bomba foi instalada temporariamente no primeiro piso do prédio da turbina número 1 para drenar poças no piso térreo e estocá-las em um condensador - uma grande jarra de água que normalmente é utilizada para transformar vapor em água após processada na turbina", disse o porta-voz da Agência Nuclear e de Segurança Industrial do Japão, Hidehiko Nishiyama, em entrevista concedida este sábado.
A agência e a Tokyo Electric Power (Tepco), que administra a usina, estudam meios para drenar poças semelhantes que ficaram nos reatores números 2 e 3, disse Nishiyama. Segundo ele, está sendo também avaliada qual a quantia de água com elevado nível de radioatividade empossada nos reatores.
A mudança de água salgada para água doce para resfriar os reatores, feita há alguns dias, foi necessária para evitar problemas de acúmulo de sal cristalizado nas bombas de transporte de água para resfriamento e sobre a superfície dos vasos dos reatores e das barras de combustível nuclear, o que dificulta o processo de resfriamento, disse a agência.
Paralelamente, foi detectado hoje elevado nível de radiação em uma amostra de água do mar tomada a 330 metros ao sul da usina de Fukushima. Foi identificado uma quantia 1,250 mil vezes superior ao permitido de iodo-131, 117,3 vezes superior ao permitido de césio-134 e 79,6 vezes superior ao permitido de césio-137. A amostra compara-se a uma anterior, em que foi encontrada uma quantidade de iodo 126 vezes superior ao permitido. Uma pessoa que bebesse meio litro da água com a contaminação identificada neste sábado teria consumido um nível de radiação equivalente ao aceitável durante um ano.
O iodo e o césio são subprodutos do processo que produz a eletricidade dentro do reator nuclear. O aparecimento de césio-134 e 137 na água aumenta as preocupações, já que têm uma vida média de dois e 30 anos, respectivamente, contra oito dias do iodo.
Nishiyama disse que o vazamento de material radioativo não causa uma ameaça imediata à saúde humana ou ao meio ambiente, uma vez que pode ser dissipado rapidamente nas marés e ser diluído antes de atingir peixes e algas. "Uma vez que não há atividade pesqueira na área de evacuação, dentro do raio de 20 quilômetros (da usina), não há impacto imediato para as pessoas da região", disse Nishiyama.
Segundo ele, as autoridades não sabem exatamente o motivo do aumento da poluição nuclear. "Substâncias radioativas podem ter sido transmitidas pelo ar, ou água contaminada pode ter escapado da usina de alguma forma", disse.
As informações são da Dow Jones.
As informações são da Dow Jones.
JÔ -- Uma visão que no lugar do “progresso” e do desenvolvimento a qualquer custo, busque a realização social da maioria, visando a melhor qualidade de vida para todos.Essa é a minha opinião. E a sua? Comente!!
Postado por Joélcio Pinto em 26.3.11 0 comentários
Marcadores: Fukushima, Geral, Internacional, Radiação
terça-feira, 15 de março de 2011
Núcleo do reator 2 pode ter sofrido 'dano limitado' no Japão, diz ONU
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), da ONU, afirmou nesta terça-feira (15) que teme que o núcleo do reator 2 da central de Fukushima, afetada pelo terremoto seguido de tsunami de sexta-feira, tenha sofrido um "dano limitado".
Mulher lamenta ao receber a notícia da morte de parente vítima do tsunami e do terremoto, nesta terça-feira (15), em Kesennuma, no distrito de Miyagi, no Japão. (Foto: AP/Kyodo News)O dano seria de no máximo 5%, segundo Yukiya Amano, chefe da agência.
Os sistemas de refrigeração de três dos seis reatores da central estão avariados, e explosões foram registradas nos reatores 1, 2 e 3 nos últimos dias.
Ele afirmou que os últimos desdobramentos da crise nuclear japonesa são "preocupantes", mas que ele ainda acredita que a situação é bem diferente da do desastre de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986.
Amano afirmou que ainda precisa de informação mais detalhada sobre os eventos.
Mais cedo, a AIEA informou que os níveis de radiação tinham baixado na usina, atingida por explosões nos últimos dias.
Fonte - G1
Postado por Joélcio Pinto em 15.3.11 0 comentários
Marcadores: crise nuclear japonesa, Energia Atômica, explosões, Fukushima, Radiação, terremoto, Tsunami, Usina
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